O trabalho INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAIS NA EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS E PRÁTICAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES, de Márcio Vilaça e Lilia Gonçalves, líderes do NINTEL ( Núcleo Interdisciplinar em Inovação, Tecnologias, Educação e Linguagens – NINTEL) e do NELPED (Núcleo de Estudos em Linguagens, Práticas Educacionais e Cultura Digital), respectivamente, foi apresentado no dia 04 de junho no 14 Encontro E-TIC, que teve como temática “EXPERIÊNCIAS EDUCATIVAS CRÍTICAS E PROPOSITIVAS EM TEMPOS DE DESINFORMAÇÃO EM REDE“. O evento foi organizado pelo PPG em Educação da Universidade Estácio de Sá.
O desenvolvimento das tecnologias digitais pode oferecer diferentes possibilidades, oportunidades, recursos e ferramentas para as mais diversas práticas educacionais (Gabriel, 2023). No entanto, isso não se dá de forma automática. Também não bastam investimentos nos dispositivos e na infraestrutura para garantir que a educação seja beneficiada pelos avanços tecnológicos. A formação de professores desempenha papel central para que as tecnologias sejam empregadas de forma produtiva, crítica, reflexiva e ética (Cardoso, 2022, Vilaça, 2022). É preciso que os professores desenvolvam diferentes competências digitais (Rabelo; Tavares, 2022) Nos últimos 3 anos, as inteligências artificiais passaram a ser um tema central quando pensamos em tecnologias (Gonçalves; Vilaça, 2024; Vilaça, 2024). Os avanços nesse campo acontecem em ritmo exponencial, abrindo, nos mais diferentes campos, a necessidade de atualização profissional. Logo, isso não é diferente na Educação. Este trabalho discute a abordagem multidimensional de formação para as tecnologias proposta em Vilaça e Gonçalves (2022). Esta abordagem articula teoria e prática e argumenta que a formação de professores deve ocorrer em 3 dimensões: sobre as tecnologias, para as tecnologias e com as tecnologias. Dessa forma, as tecnologias são tema, objetivo e ferramenta de formação. Mais recentemente, essa mesma abordagem tem sido defendida para as inteligências artificiais: uma formação sobre, para e com as inteligências artificiais. Neste sentido, o presente trabalho apresenta um relato de experiência de oficinas e minicursos sobre inteligências artificiais nas quais os pesquisadores, que são os autores do presente trabalho, aplicaram essa abordagem. Dessa forma, o trabalho aponta estratégias e práticas de formação de professores para as inteligências artificiais. As oficinas foram realizadas em 2024 e 2025 em parceria dos grupos de pesquisa NINTEL (Núcleo Interdisciplinar em Inovação, Tecnologias, Educação e Linguagens) e NELPED (Núcleo de Estudos em Linguagens, Práticas Educacionais e Cultura Digital).




